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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Eai galera, boa tarde..na postagem de hoje, vocês terão o prazer de ler uma pequena historia de terror que eu escrevi rssss( nada convencido)...bom apaguem suas luzes, coloquem uma musica de suspense..e aproveitem a história.
Até mais fuiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!

O vigia
        
         Contarei a história de um personagem sem nome, apenas um vigia de uma empresa qualquer. Não é triste nem feliz, tirem suas próprias conclusões.
         Era mais um dia igual aos outros ou só parecia ser igual. Assim que acordou pela tarde, viu que  o sol ainda brilhava, mas seu coração e sua mente  ainda estavam perturbados pela noite passada. Ainda se sentia cansado e preferiu dormir de novo, pois estaria por vir mais uma noite difícil.
         Assim que seu relógio despertou às quatro horas da tarde, levantou-se, olhou-se no espelho e viu que já não era o mesmo de três anos atrás. Estava cansado daquela vida, sua saúde psicológica e física estava abalada. Tomou banho, arrumou-se e saiu. Quando chegou ao trabalho, ainda estava claro. Resolveu comer algo na cantina da empresa. Preferia comer cedo, pois ainda havia pessoas vivas por ali.
         Ao cair do sol, começou a suar frio, pois estava na hora de ir para seu posto. Os outros funcionários ao passar pela guarita se despediam dele. Por dentro, ele clamava que todos ficassem para lhe fazer companhia ou o ajudar. Ninguém acreditava nas histórias horríveis que ele dizia que aconteciam ali, naquele mesmo local, durante a noite.
         Enfim, a noite chegou. Estranho, de repente começou a chover e logo parou. Nessa noite a lua não apareceu. Estava muito escuro, e nosso vigia se preocupou. Teve uma terrível vontade de ir ao banheiro – esse momento era o que ele mais temia, pois no posto onde estava não havia banheiro. Ele teria que pegar uma viatura e ir até o banheiro que ficava dentro da empresa. Mas havia outro problema, ele sabia que se entrasse na empresa, poderia ver aquilo que o assustava há tanto tempo.
         Diziam que a empresa fora construída em cima de um antigo manicômio, e que, durante a noite, os espíritos dos loucos e maníacos que ali morreram voltavam à procura de almas para se alimentar.
         O vigia não aguentava mais, estava muito apertado, pegou as chaves da viatura, tentou ligá-la, mas para sua infelicidade ela não funcionou. Decidiu então ir andando.
         Cruzou a porta principal e entrou no elevador. O banheiro ficava no terceiro andar. Quando estava quase entrando, ouviu um grito enlouquecedor que saiu de dentro do banheiro. Eram grunhidos. Sentiu um calafrio e seu coração começou a acelerar, ele já tinha ouvido esses gritos antes, era isso que o aterrorizava tanto. Deu dois passos para trás e esbarrou em algo. Ao virar-se, viu ali parado olhando para ele, materializado, a imagem de um espírito com um olhar aterrador. Sua face era deformada, vermes saiam de sua boca e entravam em seus olhos. O vigia ficou com as pernas trêmulas, tentou fugir, mas já era tarde demais. O espírito o agarrou e sugou, não se sabe se toda ou somente a metade da sua alma. O espírito o deixou ali, inconsciente.
         O dia amanheceu, o vigia despertou, mas nunca mais voltou à realidade, nunca mais conseguiu falar.
         Sua família entrou com um processo na justiça. Ganharam a causa e ele foi indenizado com 15 mil reais. Dizem que os parentes o internaram em um manicômio, e ficaram com o dinheiro que ele ganhou.
         Nosso personagem sem nome está, até hoje, preso sozinho em uma cela. Dizem  que durante a noite, dá para ouvir seus grunhidos, ele parece ver vultos e o espírito que apareceu aquela noite ainda perturba sua mente e seus sonhos. Ele faz suas necessidades fisiológicas em sua própria roupa, pois nunca mais conseguiu ir ao banheiro.





 Moisés Victor Mares de Brito.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014


Boa noite galera, hoje partilharei com vocês dois poemas que fiz, espero que gostem, ate mais fuiiii!!! obs( eles não possuem titulo, se alguém tiver uma sugestão).



Eu queria ser como uma criança, sim uma criança, pois elas sim têm um coração puro, uma alma limpa olham além das aparências, não fazem amizades só porque aquela pessoa é bonita ou é popular, mais conseguem ver o coração das outras pessoas, sim queria ser como uma criança, não ter maldade, ser inocente, pena que as crianças de hoje não são mais como as de antigamente, elas perderam aquilo que as faziam diferentes dos adultos, perderam sua inocência, mais não é culpa delas, é culpa do sistema poluído que vivemos, culpa da mídia que nos impõe musicas podres que destroem nossas crianças, queria sim ser uma criança, mas queria ser uma criança de antigamente!!!


 2°
Se hoje fosse seu dia de vida? Muitos me falam que é errado falar sobre isso, apenas acho que eles temem a morte... Mas falando serio se hoje fosse seu ultimo dia de vida? O que você faria? Como você iria aproveitar esse momento? Se você morresse hoje o que as pessoas falariam de você no seu velório? Pensamos que sempre haverá um amanha para consertar as coisas, mais se você fechar os olhos hoje, não abrir amanha? A morte é o ciclo da vida, apenas viva e aproveite o máximo possível esse presente tão incrível que Deus te concedeu “A vida”... Porque o amanha pode não chegar!!!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Visões na Coleção de Ludwig

Boa noite galera...no dia 25 de janeiro foi aniversario de São Paulo...Eu visitei um exposição de arte, de um cara chamado Peter Ludwig um empresario alemão, ele é considerado o patrono da arte em seu país, são 78 obras que serão expostas gratuitamente do dia 25/01 a 21/04, vale a pena conferir essa exposição, vou colocar o endereço aqui embaixo para quem quiser conferir...Até mais fuiiiii!!!
                                             
A mostra propiciará ao público a chance de ver de perto, com entrada franca, obras de diferentes períodos estéticos, assinadas por artistas fundamentais como Picasso, Andy Warhol, Jean-Michel Basquiat, Roy Lichtenstein, Tom Wesselmann, Claes Oldenburg, Jasper Johns, entre outros.
As obras, que vão ocupar todos os cinco pavimentos do CCBB-SP, são da coleção reunida por  Peter Ludwig (1925-1996), considerado um dos patronos das artes em seu país. A coleção de Ludwig totaliza aproximadamente 20 mil peças, distribuídas em 12 Museus Ludwig, presentes em países como Alemanha, Suíça, Hungria, Rússia, Áustria e China.

Informações

Descer na Estação São Bento  metrô - linha 1 Azul
Local: CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil
Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Datas: 28 de janeiro até 21 de abril de 2014
Horários: Quarta a segunda, das 9h às 21h.
Descer no metro São Bento- linha 1 Azul
Telefone: 3113-3651/52
Estacionamento conveniado: Estapar Estacionamentos – Rua da Consolação, 228, Edifícos Zarvos (R$ 15,00 pelo período de 5 horas. Necessário carimbar o ticket na bilheteria do CCBB).
São Paulo - SP

Segue algumas obras da exposição e um link com mais obras!!!
http://guia.uol.com.br/album/2013/12/19/exposicao-visoes-da-colecao-ludwig.htm#fotoNav=9


 



quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Copa do Mundo

Boa tarde galera, o posts de hoje falara um pouco, sobre um evento que ocorrerá esse ano no Brasil....sim falarei sobre a "Copa do Mundo"....mostrarei a verdadeira mentira que esta por trás deste magnifico espetáculo( sendo irônico)!!!



A ultima margem de gasto foi de 28 e uns quebrados  de bilhões para a copa ser realizada, se juntarmos a ultimas 3 copas, teremos uma margem de 28 bilhões de gastos, ou seja, sediaremos a copa mais cara da história.
A previsão atual do comitê organizador é que seja investido em obras relacionadas à Copa um total de R$ 28,1 bilhões.
Aí estão incluídos 327 projetos que vão desde obras de infraestrutura básica, como aeroportos e corredores exclusivos para ônibus, até gastos diretamente ligados ao torneio de futebol.
Do total, R$ 7,5 bilhões serão gastos em estádios; R$ 8,9 bilhões em obras de mobilidade urbana; R$ 8,4 bilhões em aeroportos e R$ 1,9 bilhão em segurança. O restante será investido em desenvolvimento turístico, portos e telecomunicações. (Controladoria Geral da União (CGU)).
Segundo o professor da Universidade de Brasília (UnB), quando observamos a questão dos estádios há verdadeiras aberrações, como é o caso do Estádio Mané Garrincha, em Brasília. “O estádio, uma das mais caras arenas do mundo, é emblemático por natureza. Fica bem no centro da capital do país, que cada vez mais sofre com a falta de investimentos em mobilidade urbana. É um absurdo inaceitável”, afirma.
A construção do Estádio Mané Garrincha custou R$ 1,2 bilhão, 79% a mais do que a previsão inicial de R$ 671 milhões.  Enquanto isso, a construção do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) de Brasília foi excluída da Matriz de Obras da Copa, documento que lista todas as medidas necessárias para a preparação do Brasil para o Mundial.

O que mais me chama a atenção no estádio construído em Brasília é que  Lá nem tem campeonato de futebol, pense comigo... É a mesma coisa que construir uma cadeia em Brasília, Lá ninguém nunca vai preso mesmo (kkkkk).

Segue um vídeo que falará um pouco mais sobre esse assunto!!!




Ninguém se importa com educação, saúde, afinal para que se importar com isso teremos uma " Copa do Mundo"  como todos sabem, futebol é mais importante do que as principais condições sociais, o que mais me revolta é ver uma bando de brasileiro burro e ignorante, acreditando que a copa trará coisas boas para nosso país... bando de alienado,  estamos em 83° colocado no ranking da educação, um dos piores sistemas de saúde do mundo, saneamento básicos em decadência, o maior índice de analfabetismo, pessoas passando fome diariamente... e mesmo assim todos vão ignorar tudo isso, e irão sair as ruas para torcer pelo Brasil na copa, porque afinal brasileiro que não gosta de copa e de futebol, não é brasileiro de verdade!!!

Teremos então um discurso maravilhoso e verdadeiro de nossa querida presidenta Dilma Rousseff !!
( IRONIA).




Tomara que na Copa aconteça muitas manifestações, e que o MUNDO INTEIRO esteja de olho aqui, e veja a vergonha desse país, chega de hipocrisia, esta na hora de acordarmos, chega de futebol, a seleção brasileira não representa esse país tão magnifico, queremos educação, saúde, nada de pobreza, queremos ver nossos impostos, que diga-se de passagem são tão caros né, investidos em estradas, hospitais, escolas, melhores condições para se viver!!!

Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Bom dia galera a o posts de hoje será um poema de minha autoria, espero que vocês gostem fuiiii!!!!


Sol do Planalto


Ao me levantar pela manhã vejo o sol
Na verdade vejo o que parece ser o sol
Não vejo o sol,vejo apenas fechos de luz
Não vejo o sol,pois minha janelas são de grades


Poque só posso ver os fechos de luz,
enquanto os engravatados,podem contempla-lo?
Estou aqui, por que mereço estar aqui,
Mas eles também mereciam estar

O que fiz não foi certo,
roubei porque estava com fome
Mas eles,os engravatados
roubam de quem tem fome

Era para todos nós estarmos aqui
contemplando os fechos de luz.
Mais fazer o que!Eu,contemplo sozinho os fechos de luz
E eles,ah!Eles os engravatados,contemplam o sol do planalto.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Carlos Drummond de Andrade


"Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade"

Carlos Drummond de Andrade 


Carlos   

      Drummond 

                                        de 

 Andrade 





 Carlos Drummond de Andrade

(...) Pois de tudo fica um pouco.
Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.
Ficou um pouco de tudo
no pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,
retrato.
(...) E de tudo fica um pouco.
Oh abre os vidros de loção
e abafa
o insuportável mau cheiro da memória.
(Resíduo)

      Nasceu em Itabira do Mato Dentro - MG, em 31 de outubro de 1902. De uma família de fazendeiros em decadência, estudou na cidade de Belo Horizonte e com os jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo RJ, de onde foi expulso por "insubordinação mental". De novo em Belo Horizonte, começou a carreira de escritor como colaborador do Diário de Minas, que aglutinava os adeptos locais do incipiente movimento modernista mineiro.


   Ante a insistência familiar para que obtivesse um diploma, formou-se em farmácia na cidade de Ouro Preto em 1925. Fundou com outros escritores A Revista, que, apesar da vida breve, foi importante veículo de afirmação do modernismo em Minas. Ingressou no serviço público e, em 1934, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro da Educação, até 1945. Passou depois a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e se aposentou em 1962. Desde 1954 colaborou como cronista no Correio da Manhã e, a partir do início de 1969, no Jornal do Brasil.



  Em 1925, casou-se com Dolores Dutra de Morais, com quem teve dois filhos, Carlos Flávio, que viveu apenas meia hora (e a quem é dedicado o poema "O que viveu meia hora", presente em Poesia completa, Ed. Nova Aguilar, 2002), e Maria Julieta Drummond de Andrade.
   No mesmo ano em que publica a primeira obra poética, "Alguma poesia" (1930), o seu poema Sentimental é declamado na conferência "Poesia Moderníssima do Brasil"1 , feita no curso de férias da Faculdade de Letras de Coimbra, pelo professor da Cadeira de Estudos Brasileiros, Dr. Manoel de Souza Pinto, no contexto da política de difusão da literatura brasileira nas Universidades Portuguesas. Durante a maior parte da vida, Drummond foi funcionário público, embora tenha começado a escrever cedo e prosseguindo até seu falecimento, que se deu em 1987 no Rio de Janeiro, doze dias após a morte de sua filha. Além de poesia, produziu livros infantis, contos e crônicas.
   Drummond, como os modernistas,segue a libertação proposta por Mário e Oswald de Andrade; com a instituição do verso livre, mostrando que este não depende de um metro fixo. Se dividirmos o modernismo numa corrente mais lírica e subjetiva e outra mais objetiva e concreta, Drummond faria parte da segunda, ao lado do próprio Oswald de Andrade.
   Quando se diz que Drummond foi o primeiro grande poeta a se afirmar depois das estreias modernistas, não se está querendo dizer que Drummond seja um modernista. De fato herda a liberdade linguística, o verso livre, o metro livre, as temáticas cotidianas.
   Affonso Romano de Sant'ana costuma estabelecer a poesia de Carlos Drummond a partir da dialética "eu x mundo", desdobrando-se em três atitudes:
  • Eu maior que o mundo — marcada pela poesia irônica
  • Eu menor que o mundo — marcada pela poesia social
  • Eu igual ao mundo — abrange a poesia metafísica
   Sobre a poesia política, algo incipiente até então, deve-se notar o contexto em que Drummond escreve. A civilização que se forma a partir da Guerra Fria está fortemente amarrada ao neocapitalismo, à tecnocracia, às ditaduras de toda sorte, e ressoou dura e secamente no eu artístico do último Drummond, que volta, com frequência, à aridez desenganada dos primeiros versos: A poesia é incomunicável / Fique quieto no seu canto. / Não ame. Muito a propósito da sua posição política, Drummond diz, curiosamente, na página 82 da sua obra "O Observador no Escritório", Rio de Janeiro, Editora Record, 1985, que "Mietta Santiago, a escritora, expõe-me sua posição filosófica: Do pescoço para baixo sou marxista, porém do pescoço para cima sou espiritualista e creio em Deus."
No final da década de 1980, o erotismo ganha espaço na sua poesia até seu último livro.


Ae galera segue um link dos 10 melhores poemas do Drummond de Andrade para quem se interessar mais por esse grande poeta brasileiro!!!fuiiiii.

http://www.revistabula.com/391-os-dez-melhores-poemas-de-carlos-drummond-de-andrade/



 

  

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Bom dia galera, para a postagem de hoje escolhi mostrar para vocês uma monografia que fiz na faculdade, baseado na Obra "Primo Basílio" de Eça de Queiroz...espero que vocês gostem..Ate mais Fuiiiii!!!

INTRODUÇÃO
Eça de Queiroz
   José Maria Eça de Queiroz foi um importante romancista português do século XIX. Foi discípulo do escritor francês Gustave Flaubert. Eça de Queiroz foi um dos primeiros a introduzir a literatura realista em Portugal.
   Suas obras abordavam diversos temas, em seus romances podemos observar algumas características como, temas do cotidiano, como as pessoas se comportavam, pessimismo, ironia, humor.
   Nos seus livros românticos realistas, Eça pretendia corrigir os erros de Portugal, todos os seus personagens, são personagens tipo, ou seja, que nunca existiram.

Realismo
   O realismo teve seu inicio na França e surgiu na metade do século XIX foi um movimento cultural e artístico, suas principais características são temas sociais, ou seja, coisas do cotidiano, sua principal ideia era mostrar a verdadeira identidade do ser humano, mostrar sua realidade, expor seus defeitos.
   O principal objetivo do realismo era criticar a sociedade, fazer denuncia dos problemas sociais, por exemplo, miséria, fome, corrupção. Os artistas e escritores iam diretamente ao assunto principal reagindo assim ao subjetivismo do romantismo. Nas obras em prosa o realismo atingiu seu auge, os escritores realistas começam a criticar a igreja e a burguesia. Nesse período também se criticava o preconceito a intolerância e a exploração, sempre usando uma linguagem de forma direta e objetiva.
   Para um realista, a observação e mais importante do que um sonho, uma imaginação ou um sentimento.
   Com isso a ciência evolui e passa a ser vista como o único método capaz de explicar o mundo físico.
Primo Basílio
   Primo Basílio nos relata a historia de uma família burguesa, os principais personagens a qual trama narra, são Luísa e Jorge. Jorge era engenheiro ele viajara para São domingos, a trabalho, enquanto Jorge esta viajando Luísa recebe a visita de seu primo Basílio, ao qual ela no passado teve um caso amoroso. Basílio volta depois de muitos anos que esteve longe de Lisboa, para fazer negócios, entretanto nessa visita que fez a Luiza acaba despertando novamente o amor que já se tinha esquecido, os dois acabam se relacionando de novo, e todos os dias se encontram em lugar chamado de Paraiso, eles conversam muito por cartas, e Juliana a empregada de Luísa acaba encontrando uma dessas cartas, e começa subordina-la, Basílio foge com medo para Paris. Jorge volta de sua viajem, Juliana continua a subordinar Luísa.
   Um dia Luísa não aguenta mais a humilhação que esta passando e vai ate Sebastiao um amigo da família para pedir ajuda, Sebastiao concorda em ajuda-la consegue pegar a carta de Juliana, porem ela acaba morrendo por causa de aneurisma que possuía. Luísa também adoece, e morre.
   Basílio volta a Portugal, e resolve procurar por Luísa, ele vai ate sua casa, e vê que ninguém mais mora lá, então pergunta a um dos vizinhos o que aconteceu com a família que morava naquela casa, ele conta que Luísa adoeceu e morreu, e que Jorge agora mora com Sebastião.
Análise dos personagens
Jorge_ estava sempre bem vestido, observava tudo ao seu redor com muita cautela, não é um personagem um pouco indeciso em suas atitudes, é bondoso, tem medo de ficar sozinho, pois sempre fazia questão que seus amigos frequentassem sua casa, e nunca se separava de Luísa, pode ser considerado um personagem plano, pois suas atitudes e sentimentos são expostos.

Luísa_ é delicada, frágil, doce e linda, amava muito Jorge, passava seu tempo lendo romances, vestia belas roupas. Gostava da vida que levava ao lado de Jorge, mas já estava ficando entediada, queria algo novo uma aventura, mais tinha medo de se arriscar, tinha maior consideração pelas pessoas que se vestiam melhor e possuíam um intelecto mais cultural, ainda tinha um amor por escondido por Basílio, ele a seduzia. Mesmo doente ela ainda pensa em Basílio, seus sentimentos eram confusos, tinha um amor reprimido por Basílio, mas amava Jorge, também considerada uma personagem redonda.

Juliana_ é uma personagem mal vestida, doente, tinha manchas pelo corpo, porém era curiosa isso a ajudava muito, é impossível de saber suas atitudes, era muito astuta e egoísta, fora muito humilhada por Luísa, por isso a subordinou tanto, tinha inveja da vida perfeita da sua ama. Ela trai sua única amiga que era Joana, quando ela pede que Luísa mande-a embora, porque também a invejava. Juliana passa do infortúnio para o fortúnio e morre no infortúnio. Ela não era feliz consigo mesma, almejava a fortuna, odiava ser empregada, queria ter uma empregada, pode considerada uma personagem antagonista.

Basílio_ sempre bem vestido tinha um bigode um pouco levantado, que na verdade era sua marca, era um fidalgo, conseguia convencer a pessoas pela sua fala, era arrogante odiava Portugal, achava que era um país que ainda não tinha cultura, e estava atrasada em ralação a França. É um personagem astuto e tudo o que deseja consegue, se acha superior a todos, não amava Luísa apenas tinha um deseja carnal por ela, ate quando descobre que ela morreu, ele ainda lamenta porque poderia ter trazido sua mulher para Portugal.

Ernestinho_ é primo de Jorge, porem não tem nenhum estilo próprio, é escritor da peça “honra e paixão’ ‘é pálido e pequeno, é bem romântico”.

Sebastião_ é o melhor amigo de Jorge, o único personagem verdadeiramente bom da historia, tímido, e bem reservado.
Leopoldina_ amiga de Luísa tem maus hábitos, traí seu marido com vários homens.
Tipo de narrador
   Na obra o narrador se mostra um narrador se mostra omnisciente, ou seja, um narrador que tudo vê e tudo sabe, conhece muito bem os personagens, seus sentimentos e emoções, sabe tudo sobre o enredo, conta historia em 3ª pessoa, é um tipo de narrador que nos envolve na historia, mesmo quando Luísa trai Jorge, ele nos faz ter pena dela quando esta doente é um narrador que nos envolve na ideia que ele quer passar.
   A pessoa do narrador é heterodiegetico, pois o narrador não é um personagem, ele apenas relata o acontecimento, não faz parte dela.

Tempo e espaço
   Na obra o tempo é cronológico, pois se passa vários meses no decorrer dos fatos narrados, tudo acontece na sequencia, de um dia após o outro, e sua narrativa é linear, o tempo é real. A história se passa em Lisboa, no século XIX, o Alantejo rouba Jorge de Luísa, Paris trás Basílio de volta para Luísa, nesse momento que começa a se desenvolver a trama.
Principais temáticas
   A obra esta repleta de acontecimentos do cotidiano é isso q o realismo nos mostra, a traição, de Luísa com Basílio de Juliana com Joana, a inveja também é bem comentada na obra sempre alguém deseja a vida do outro, assim como Juliana que não é contente com sua vida e inveja ate o namoro escondido que Joana tem, ela inveja à vida perfeita de Luísa do seu casamento com Jorge, vingança também aparece na historia, Juliana almeja destruir a vida de Luísa, por causa dos maus tratos que recebia, Juliana também odiava Jorge, porque ela cuidara da sua tia quando estava doente, e ela não recebeu nenhum dinheiro por isso.

Tese da monografia
( A pose que não pode ser manchada)
   Na obra podemos observar um traço muito forte de traição, Eça quis expor esse defeito para poder criticar a família burguesa daquela época, pois eles sempre queriam manter sua pose de perfeitos, mesmo com tudo dando errado, quando Luísa trai Jorge, mesmo aquilo a perturbando ela sentia prazer em fazer aquela aventura tão prazerosa, todos seus vizinhos sabiam da sua traição porem apenas comentava sobre o assunto nunca a denunciaram a Jorge, porque seria um escândalo para os burgueses, uma mulher casada com um homem tão bem sucedido, uma família tão perfeita, acontecer uma traição, mesmo depois sabendo da traição de Luísa Jorge a perdoa “- Que tens tu”? Vamos não se fala mais em tal. Acabou-se. Não estejas doente. Juro- te amo... Fosse o que fosse não me importa. Não quero saber, não. ’’
   Ate nas classes inferiores a acontece a traição, Joana que foi a única amiga de Juliana durante a história, que a ajudou, que dava de comer a ela, foi traída por Juliana, “É mandar aquela desvergonhada embora, e esta tudo acabado”! ’’
   A traição era uma coisa natural da família burguesa, porem era algo, que não podia ser retratado de forma explicita, todos sabiam porem tudo era tratado de forma natural entre as famílias burguesas.
   Eça quebrou essa barreira e relatou a vida dessas famílias, expondo elas ao ridículo, mostrando para a sociedade, que os burgueses eram iguais aos pobres, também erravam e mascaram seus erros, que todos tinham seus defeitos, desejos e qualidades, a única diferença entre essas classes sociais e que separam suas vidas era a riqueza.

Conclusão
   A obra já critica e expõe à vida burguesa, relatando seus maus costumes, e seus pecados mais escondidos, a intenção do realismo realmente foi essa mostrar que ninguém e melhor ou superior a ninguém, ele expõe os defeitos da sociedade.
   Eça teve como intenção atacar umas coisas mais sagradas e solidas da sociedade burguesa o casamento, a traição para a burguesia era considerada umas das piores coisas que poderia acontecer em um casamento que era considerado perfeito.
   Eça quebrou totalmente os parâmetros familiares quando relatou a historia de dois parentes que se apaixonaram
   Luísa apenas se envolve no romance com Basílio porque estava cansada da sua vida monótona e tediosa, mas acaba se apaixonando de novo por seu antigo namoro, Basílio só desejava Luísa, apenas um desejo carnal, queria uma distração, enquanto estava em Lisboa, nessa aventura amorosa Eça explora o erotismo quando relata muitos detalhes dos amantes.


Referencias bibliográficas
pt.wikipedia.org/wiki/O_Primo_Basílio
pt.scribd.com/doc./5561139/Realismo-em-Portugal