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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Eai galera, boa tarde..na postagem de hoje, vocês terão o prazer de ler uma pequena historia de terror que eu escrevi rssss( nada convencido)...bom apaguem suas luzes, coloquem uma musica de suspense..e aproveitem a história.
Até mais fuiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!

O vigia
        
         Contarei a história de um personagem sem nome, apenas um vigia de uma empresa qualquer. Não é triste nem feliz, tirem suas próprias conclusões.
         Era mais um dia igual aos outros ou só parecia ser igual. Assim que acordou pela tarde, viu que  o sol ainda brilhava, mas seu coração e sua mente  ainda estavam perturbados pela noite passada. Ainda se sentia cansado e preferiu dormir de novo, pois estaria por vir mais uma noite difícil.
         Assim que seu relógio despertou às quatro horas da tarde, levantou-se, olhou-se no espelho e viu que já não era o mesmo de três anos atrás. Estava cansado daquela vida, sua saúde psicológica e física estava abalada. Tomou banho, arrumou-se e saiu. Quando chegou ao trabalho, ainda estava claro. Resolveu comer algo na cantina da empresa. Preferia comer cedo, pois ainda havia pessoas vivas por ali.
         Ao cair do sol, começou a suar frio, pois estava na hora de ir para seu posto. Os outros funcionários ao passar pela guarita se despediam dele. Por dentro, ele clamava que todos ficassem para lhe fazer companhia ou o ajudar. Ninguém acreditava nas histórias horríveis que ele dizia que aconteciam ali, naquele mesmo local, durante a noite.
         Enfim, a noite chegou. Estranho, de repente começou a chover e logo parou. Nessa noite a lua não apareceu. Estava muito escuro, e nosso vigia se preocupou. Teve uma terrível vontade de ir ao banheiro – esse momento era o que ele mais temia, pois no posto onde estava não havia banheiro. Ele teria que pegar uma viatura e ir até o banheiro que ficava dentro da empresa. Mas havia outro problema, ele sabia que se entrasse na empresa, poderia ver aquilo que o assustava há tanto tempo.
         Diziam que a empresa fora construída em cima de um antigo manicômio, e que, durante a noite, os espíritos dos loucos e maníacos que ali morreram voltavam à procura de almas para se alimentar.
         O vigia não aguentava mais, estava muito apertado, pegou as chaves da viatura, tentou ligá-la, mas para sua infelicidade ela não funcionou. Decidiu então ir andando.
         Cruzou a porta principal e entrou no elevador. O banheiro ficava no terceiro andar. Quando estava quase entrando, ouviu um grito enlouquecedor que saiu de dentro do banheiro. Eram grunhidos. Sentiu um calafrio e seu coração começou a acelerar, ele já tinha ouvido esses gritos antes, era isso que o aterrorizava tanto. Deu dois passos para trás e esbarrou em algo. Ao virar-se, viu ali parado olhando para ele, materializado, a imagem de um espírito com um olhar aterrador. Sua face era deformada, vermes saiam de sua boca e entravam em seus olhos. O vigia ficou com as pernas trêmulas, tentou fugir, mas já era tarde demais. O espírito o agarrou e sugou, não se sabe se toda ou somente a metade da sua alma. O espírito o deixou ali, inconsciente.
         O dia amanheceu, o vigia despertou, mas nunca mais voltou à realidade, nunca mais conseguiu falar.
         Sua família entrou com um processo na justiça. Ganharam a causa e ele foi indenizado com 15 mil reais. Dizem que os parentes o internaram em um manicômio, e ficaram com o dinheiro que ele ganhou.
         Nosso personagem sem nome está, até hoje, preso sozinho em uma cela. Dizem  que durante a noite, dá para ouvir seus grunhidos, ele parece ver vultos e o espírito que apareceu aquela noite ainda perturba sua mente e seus sonhos. Ele faz suas necessidades fisiológicas em sua própria roupa, pois nunca mais conseguiu ir ao banheiro.





 Moisés Victor Mares de Brito.